13 de setembro de 2016

Arte como Campo de Jogo • Expo

Dia 15 de setembro a partir das 18h no Castelinho do Flamengo começa a expo Arte como Campo de Jogo.
Vai ter encadernação da Papel Viçoso no Projeto Orvieto de Mara Tomietto. Me encontrem lá!

Link como mais informações.









20 de abril de 2015

Tecidos para encadernar no Rio de Janeiro




Muitos alunos e amigos me perguntam onde compro tecidos tão lindos.
Para facilitar a vida deles e a minha, organizei essa listinha de lugares, todos no Rio de Janeiro.

Copacabana

Casa Miro Tecidos  
Rua Barata Ribeiro, 577.
(21) 2547-2197

Lealtex
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 739.
(21) 2236-3085
Horário: 09 às 19h
_________________________________________

Catete

Armarinho Santa Izabel
Rua do Catete, 274 - galeria.
(21) 2265-5836
_________________________________________

Centro

Casa Pinto
Rua Buenos Aires, 224
(21) 2509-6063 / 2224-8118

São Januário Tecidos
Rua Buenos Aires
(21) 2224-4513
_________________________________________

Rio Comprido

Mograbi (loja do Pólo Têxtil)
lojas 123 e 125
Av. Paulo de Frontin, 333 (com estacionamento).
Ou Rua Aristides Lobo, 80.
(21) 3594-0660
(21) 3269-2869
(21) 7740-3155
mograbitecidos@hotmail.com

_________________________________________

São Cristóvão
 
Caçula
Campo de São Cristóvão, 87.
Rio de Janeiro - RJ
(21) 3878-8852 

Tecidaria
Rua Monsenhor Manuel Gomes, 3.
(21) 3860-1157
__________________________________________

Online

Panólatras

Flok Tecido Adesivo (encontrado na loja Caçula de São Cristóvão)
www.tecidoadesivo.com.br

GJ Tecidos Exclusivos
www.gjtecidos.com.br
 

Se você conhecer algum fornecedor bacana (na cidade do Rio de Janeiro) e quiser compartilhar, mande email para o vicosopapel@gmail.com

8 de abril de 2015

Mana Bernardes

imagem retirada do site da Mana

 Como é o trabalho de uma designer projetado de maneira artesanal?
A Mana Bernardes faz projetos com a singeleza e exclusividade de artesão.
Me identifiquei tremendamente com um texto escrito por ela.
Compartilho aqui o texto que da Revista da Travessa, escrito pela Mana.

"Despadronizar: Um caminho para a humanização das coisas.

Vim de certo caos familiar. O eterno calor que dominava meu corpo me causou uma inflamação que logo no início da adolescência me acamou por dois intensos anos. Parei de estudar e entrei numa voraz manufatura. A ideia de que eu tinha que acabar um colar e começar outro me embalou de tal maneira, que quando percebi, já havia me curado nesse exercício. Meu encatamento vinha desse tempo em que minhas mãos estavam numa dimensão de entrega toda própria em absoluto desrelógio. Ouvi muita música e botei a mão nos materiais, na união deles, nas amarrações. Fazia só colares, colares de contas, de retalhos, de sobras das vizinhas, de papel de revista, de massa colorida, hastes de cotonetes. A organização do meu corpo veio de fazer as coisas se materializarem. Isso me trouxe ritmo, saúde, metas, alinhamento emocional. E me levou para outra dimensão, um lugar cheio de desejos, uma série de crenças nas cores e tramas. Organizou o meu corpo. Acredito que realizar pode organizar o corpo do mundo e me coloco nessa missão de levar mais e mais pessoas a encarar a possibilidade de fazer suas próprias amarrações, de superar a vida com ação, com o livre encarar de materiais do entorno, da realidade, do lixo. De ganhar o tempo das mãos experimentando diversos toques, texturas e possibilidades, de só experimentar, sem projeto, sem ordem, sem demanda e entender essa entrega como o início do que se chama processo, caos fundamental que gera produtos originais. É necessário se perder, ter abismo, permitir mistério.

Minha coleção de jóias tem o seguinte lema: o poder de transformação é a joia de ser humano. O que eu fiz para curar meu corpo foi produzir, e hoje uso esse termo "joia" como símbolo de unidade do que é valoroso, delicado e sensível para atingir grupos que atendo em comunidades, para dar exemplo de transformação às mulheres artesãs. Com isso, elas criam coragem para brilhar mais que diamante, ao transformar as próprias realidades e de seu entorno, em design, na evocação de um processo que denominei terapêutico. Atuo na escuta das histórias de vida das mulheres e com alguns pedaços de arame elas criam formas para simbolizar suas experiências. Assim, iniciamos o processo que culmina quando elas constroem uma coleção artesanal autoral do grupo. E da célula inicial de meu trabalho, que foi me curar com minhas próprias mãos, atingi camadas finas e translúcidas de materiais, pois meu corpo precisava de toques suaves, furta-cores, perolados.

Comecei a escrever na adolescência com uma força que baixava de tal maneira que não dava tempo de separar as palavras. Não tive o menor julgamento se era certo ou errado, nunca tive. Vim de uma família de artistas muito liberais, que me incentivavam a ser livre, cada vez mais livre. Meus pais confiavam em mim e isso me fez decolar, acreditar no que ninguém acreditava. E me fez sair de casa para me sustentar com 18 anos, bater em dez lojas e sair aos prantos porque nenhum lojista acreditava em colares feitos de grampos, de bolas de gude, de palitos com pérolas.

Mas tive fé inabalável, entendi tudo como um grande processo da vida e continuei. A escrita manual me dominou de uma maneira que não tive interrupção. Comecei por cadernos, invadi as paredes, os vestidos, entendi a caligrafia como partitura da emoção e fui totalmente guiada por ela, a partir da minha escrita é que detecto meu estado emocional. Não só da letra como do que sai, o que talvez possa chamar de poesia. Poderia chamar também de material reciclado do meu corpo.

Uma vez fui rejeitada em uma série de galerias e saí chorando pelas esquinas com aquela resposta de que meu trabalho talvez fosse mais para literatura ou para o design. Até chegar em casa ou no ateliê já estava de novo totalmente encorajada, afinal o que eu faço é para existir. Atualmente tenho galerias que me representam e minhas joias são vendidas em diversas lojas.

Hoje, depois que todos esses processos se inauguraram há mais de vinte anos, uma vez que comecei ainda criança, transbordo poesia, metodologias, joias, instalações, objetos em redes industriais e exposições. Tudo que faço demora porque vem do manual, e permite o tempo do mistério, mas sai despadronizado e assim encontro meu eixo.

Mana Bernardes"

25 de julho de 2014

Álbum de casamento II

Mais uma fornada de 3 álbuns de casamento. Todos as cerimônias foram fotografadas pela Priscila Liana e fazem parte de seu mostruário pessoal.

Os álbuns tem as seguintes medidas: 30 x 24 cm, 30 x 30 cm e 38 x 25 cm. Respectivamente na sequência das fotos.

Todos tem capa dura forrada de linho e impressões em silk nas capas e nas caixas.
As cores dos tecidos seguem a paleta usada nos detalhes das festas. Assim como as tipografias dos logotipos.







Quem quiser mais informações sobre álbum de casamento é só mandar email para vicosopapel@gmail.com

26 de junho de 2014

Livro de artista • Talita Tunala

Enquanto todo mundo está nesse corre pra cá, corre pra lá de olho na bola eu aqui tô querendo marcar um gol com a Talita Tunala. Mais uma aluna que acabou virando cliente e parceira. Talita, além de psicóloga é artista. Tem pinturas e desenhos instigantes. Esse projeto que tive o prazer de diagramar, produzir e encadernar é o "Álbum de Família". O livro tem imagens de personagens que estão presentes em toda família, como por exemplo a noiva, o bêbado, o melancólico. São 20 imagens, entre pinturas em tinta acrílica, desenhos em grafite e nanquim, além de um precioso bordado.

O álbum tem capa de linho com serigrafia, miolo com impressão fotográfica e douração na lateral, um saquinho de organza o protege.

Confira as imagens aqui e quem sabe em breve o livro esteja numa galeria juntinho das pinturas e desenhos originais.











3 de abril de 2014

Álbum de casamento

Estive por um tempo pesquisando como produzir um álbum de casamento. Diagramação já é minha praia, criação de layout e identidade é comigo mesmo, faltavam os fornecedores mágicos e um pequeno investimento.

Vale lembrar que 3 amigos em especial me deram dicas, incentivos e contatos valiosos.
Maurício Eiras, Davi Obadia e Priscila Liana. Muito obrigada!

O casamento apaixonado do álbum foi dos queridissimos Tatiana Lins e Eduardo Hargreaves e aconteceu em outubro de 2013 no Humaitá. As fotos são das meninas do 2 clicks, Ana Castro e Juliana Montenegro.


E aqui está o primeiro álbum de casamento produzido pela Papel Viçoso.
Quem quiser mais informações sobre o álbum ou conhecê-lo ao vivo é só agendar comigo por email.

O álbum tem 42 páginas, mede 30 x 24 cm (formato fechado) com capa dura forrada de linho marfim escuro e impressões de cor vinho em silk nas capas e na caixa luva. Na capa foi impresso o logo criado para o casal, além disso o logo se repete nas lombadas do álbum e da caixa. Nas folhas de guarda o logo se repete criando um padrão. Na contra capa do álbum está um trecho do texto que foi dito lindamente pelo celebrante e amigo Eduardo Katz. Além de um pequeno romã. O casal plantou um pé de romã como símbolo do crescimento de uma nova família.















16 de dezembro de 2013

Cubos Emplumados

Foto do acervo da artista

A coleção de encadernações dos Cubos Emplumados é uma parceria com Mariana Leal. A Mari é uma artista com todo elán do mundo e uma amiga de longa data. A admiração mútua rola desde sempre e finalmente conseguimos realizar um trabalho juntas depois de muita conversa. Segue um texto da Mari falando de seu projeto que por enquanto está em encadernações mas como tem asas vai percorrer outras superfícies em breve.


Cubos emplumados

São desenhos que eu deixo a mão fazer… enquanto penso em outras coisas, enquanto falo, enquanto não penso, enquanto sinto.
Brotam dos fluidos das canetas e do carbono dos lápis sobre bordas de papéis onde escrevo, sobre notas fiscais, sobre textos e listas, sobre a pele de amigos... sobre pistas onde eu danço com a mão, sem prestar atenção.
O nome ”emplumado” peguei emprestado das antigas divindades mesoamericanas que vi descascadas em ruínas, no México.
Meu botão de traçado automático empluma as coisas que desenha. E desenha cubos.
Talvez atendendo aos pedidos do meu ser por vôo e base.
Faço cubos divindades – tentativas de ascensão da energia do chão.
Blocos incolores, ensaiando a construção de uma civilização mais translúcida, como a água, como o quartzo, como o vidro.
Cubos de ouro amigo aterrissando… E chegando nas mãos em missão de paz.
Cubos naves espaciais: naves-mães que pousam em ninhos – quentinhos.
Universos dando a luz a caixas de presente... transparentes – incubando cores vivas pra mãe Terra.
Caudas abertas em leque de pavão macho. E olhos abertos em penas-antenas – emplumando cabeças como coroas.
Cubos que chegam às dezenas... centenas....
Desejando passar em revoada pelas roupas penduradas.
Desejando um dia encostar na pele de objetos do dia-a-dia.
Pra poderem conviver com as pessoas.. e cochichar coisas em seus ouvidos...
E recostar em ombros amigos, ajudando a carregar seus pesos...
Sonhando usar o centro de algum peito como pista de pouso... ou abastecimento.
Sonhando habitar livros feitos de um papel viçoso.
Sonhando abrir as paredes desse mundo novo a uma outra dimensão.
Por gratidão.

 Mariana Leal



Clique aqui para comprar.