30 de maio de 2011

Peças da Papel Viçoso

E aqui estão minha bolsa personalizada e cartão de visita.


A bolsa foi feita a partir do tamanho da caixa que uso para mostrar as encadernações. Ela já é antiguinha e foi costurada por mami.
Foi silkada dos dois lados na Dimona.



A bolsa eu já tenho há alguns anos. Já o cartão de visita é novinho. Eles são de tecido.
Decidi aproveitar as sobras de tecidos e carimbar os dados nelas.O acabamento da bordinha fiz com a tesoura zig zag. Os carimbos são da Gráfica São Judas Tadeu.

19 de maio de 2011

Cortume Carioca

Como prometido no último post perguntei para minha mami sobre o curtume.
Antes das considerações dela, seguem algumas informações, só pra situar.
O antigo Cortume Carioca foi a m
aior indústria de curtição de couro das Américas e a segunda do mundo, em área e produção. Hoje, uma parte é supermercado, outra pertence a uma igreja, enquanto a maior parte é da prefeitura.



Prédio do Cortume Carioca na Vila da Penha, Rio de Janeiro,
já funcionava nos anos 20 e faliu em 1998.
(foto do Rio só Rio)

E vamos as informações da Chris:
O curtume tratava o couro e vendia aos fabricantes. Lugar que acompanhava as tendências com lançamentos e abertura de stands a cada nova estação.
O curtume enviava cartelas para lojistas e fornecedores com as coleções novas.
Era comum o lojista auxiliar o fabricante na compra do couro, já que estava antenado diretamente com o mercado. O Cortume Carioca oferecia couro de ótima qualidade e muitas vezes acabamentos ousados, como os couros escamados e
estampados.

Visitei o espaço muitas vezes.



Chris, linda, no Cortume Carioca

Couro para encadernações

Quem precisar comprar couro para fazer capinhas lindas é só falar com Mitch Alfus, o Rei do Couro.





Ele é tão marrento que podia ser carioca.
E eu que achava que um cortume não tinha o menor estilo. Aff, sei de nada.

Voltando as nossas terras, vou perguntar um pouquinho pra minha mãe sobre o Cortume Carioca e falar dele no próximo post.

10 de maio de 2011

Dar trabalho é bom.


O maior barato é fazer uma encadernação ter uma função além de unir as folhas do livro. Essa é mó show de bola! Livro da Cosac Naify que por sinal tá mandando muito bem nos projetos. Não é à toa que essa galera ganhou 10 prêmios na Sétima Edição do Prêmio Max Feffer de Design. A diretora de arte e coordenadora das publicações de design se chama Elaine Ramos.
Eu li aqui. Também vi um post na Obvious Magazine.


O livro vem costurado e as folhas internas vem coladas.
É preciso descosturar a capa e descolar as folhas pra ler o conteúdo.

É isso que eu quero fazer na vida.
Mais alguém aí louco pra inventar o que já foi inventado?
Beijo gigante pra Cosac Naify.

26 de abril de 2011

Book of Art

Isso é mega lindo demais.
Gente, se joga no flickr do Isaac Salazar.







Issac nunca fez aula de arte e não se achava criativo. Ele viu livros com dobraduras semelhantes as que faz no Readers Digest - christmas trees e ficou imaginando se seria possível fazer um design diferente formando palavras.
A partir daí começou fazendo letras simples, alternando páginas para cada dobradura. Depois partiu para peças mais complexas. Ele usa matemática simples, uma faca afiada e muito tempo. Precisa de 3 dias para fazer tipos simples, 2 semanas para os mais complexos. Recentemente tem se aventurado em logotipos e símbolos e deseja conhecer melhor essa área. A inspiração vem de múltiplas coisas e lugares. Costuma percorrer a sessão de livros usados vendo títulos que se destacam. Um exemplo é o simbolo de reciclagem que foi criado num livro com o título A World with out Trees - Um mundo sem Árvores.
Ele gostaria de usar um livro que estivesse num aterro e torná-lo arte. Raramente usa livros novos a não ser que faça parte de um projeto.
Gosta de assitir Planet Green, adora formas alternativas de energias, reciclagem e reuso.

Isaac fica feliz em saber que sua arte contribui com o não disperdício.
(texto traduzido toscamente da flickr do Isaac)

19 de abril de 2011

Casa de Rui Barbosa • restauração

Remexendo numa agenda antiga achei umas anotações sobre uma visita a Casa de Rui Barbosa.A visita foi com a turma de encadernação da professora Cristina Vianna.




Casa de Rui Barbosa - foto de Josye Mauro




Conheci um laboratório que restaura livros. É mega mágico completar um buraco em uma página de livro. O processo é bem extenso.Vou postar as anotações que fiz.



Passos para restauração:


1. Fichamento detalhado e documentação fotográfica.


2. Desmonte com anotações de todos os dados: tipo de guarda, costura, cabeceado, linha, couro etc. Limpeza mecânica, trinchar e amolecer a lombada do livro na câmara de umectação para soltar a cola.


3. Testes de banho, ph, pigmento, hidróxido de cálcio.


4. Na remontagem do livro usa-se um mapa de caderno que é uma ilustração da ordem que as páginas seguem.




Uma informação muito importante e repetida pela guia na visita era a de que nenhuma informação é acrescentada a obra na restauração. Ou seja, manter as caracteristicas originais é a ordem.
Algumas das ferramentas que são usadas no processo são: balança, capela (p/ produtos tóxicos), câmara de desinfestação, mesa de higienização.
(Tô tentando achar foto disso tudo mas tá dificil)




Higienização foto de Cartonnage Atelie


Quem quiser conhecer a Casa de Rui Barbosa fica na Rua São Clemente 134.
Links úteis do Núcleo de Conservação e Restauro da Universidade Estácio de Sá.

11 de abril de 2011

Walls Note Book

Esse é um caderno que tem 80 imagens de muros de Nova York. Achei a idéia muito bacana.
Se é pra grafiteiros idealizarem o que vão fazer ou pros outros civis não importa.
A idéia de poder ter imagens bacanas de fundo pra interferir é boa.
Quem sabe pode ser até mesmo um caderno de aula.
Dá até vontade de estudar.

Quem quiser comprar e me dar de presente. Tá aqui.
O caderno é de Sherwood Forlee.


As fotos eu peguei nesse flickr.